Este blog é construído no âmbito do Mestrado em Educação, na área de especialização em Educação de Adultos e Intervenção Comunitária 2009/2010, na UC Aprendizagem e Comunicação em Rede. O grupo de trabalho é constituído pela Daniela Fernandes, Diana Ramos Lopes, Eduarda Ribeiro, Marta Silva e Vera Moreira.
Author: ACR Educação on
sábado, 26 de junho de 2010
Este vídeo está publicado no Youtube e é da série televisiva, Madtv. A entrada no blogue deste episódio prende-se com o seu conteúdo que recorrendo à comédia, faz uma sátira à vida quotidiana de duas irmãs que sofrem processos educativos diferentes. Coloca-se aos olhos do telespectador o fenómeno de homeschooling. É, de acrescentar que esta temática se cruza com o capítulo analisado pelo grupo: Se a tecnologia é a resposta qual a pergunta? - PARASKEVA, João M. (?). Currículo e Tecnologia Educativa. Vol.1
Author: ACR Educação on
sábado, 19 de junho de 2010
Sinopse: Este podcast pretende apresentar, de forma abstracta, alguns momentos e espaços do meu dia e da minha noite, intersectados com formas de pensamento complexas. Pretende, sobretudo, ter as características da minha forma de ser e estar: é confuso, inconclusivo e distante.
Aspectos positivos:A tomada de consciência da dificuldade trabalhar sobre a nossa identidade, a reflexão que permite fazer sobre o “eu” e o assumir desse “eu” perante os outros. O estímulo à criatividade e à lógica; a capacidade “analítico-sintética” de nos expormos num minuto.
Aspectos negativos: As falhas decorrentes do uso de dispositivos tecnológicos: a dificuldade para arranjar uma câmara de vídeo, os cabos firewire não existentes e não funcionais, a dependência dos técnicos do IE para a conversão dos ficheiros em formatos manipuláveis. A tomada de consciência da dependência funcional que as tecnologias nos impõem: um aparelho tecnológico necessita sempre de outro aparelho ainda mais tecnológico (e que normalmente nós não temos disponível).
Breves Considerações: A utilização do podcast[1], enquanto ferramenta tecnológica usada no âmbito da educação de adultos, pode ser uma mais-valia pois associa o desenvolvimento de competências no domínio das novas tecnologias aos processos de reflexão identitária e de auto-formação: o adulto pode reflectir sobre si e sobre as suas experiências e transformá-las em conhecimento através da construção do seu “eu” sob a forma de podcast.
Guião:
[1] Na génese do termo estaria a junção da expressão “Personal On Demand” (pessoal e sob procura) e da palavra “broadcast” (transmissão de áudio e/ou vídeo) - Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Podcasting.
Sinopse: neste pequeno podcast vídeo identitário o que pretendi foi, não exactamente, a dar a conhecer a minha pessoa, mas sim momentos, pessoas, locais e vivências que marcam e continuam a marcar a minha vida.
Aspectos negativos: Dificuldade em conseguir que o podcast não perdesse a definição pretendida por mim ao ser colocado no blog, o que me aconteceu pelo menos duas vezes até acertar com o programa.
Dificuldade, de num minuto conseguir elaborar o que era proposto. Definir o que iria usar, se fotos, se vídeo ou até expor directamente aquilo que sou, que me define. Contudo, foi uma aprendizagem que nos obriga a pensar em nós.
Aspectos positivos: impulsionar o uso das tecnologias de diferentes maneiras e a forma como estas podem ser usadas num blog; o uso da criatividade e ao mesmo tempo liberdade na realização do podcast, realizando-o da forma que mais me agradou e que mais me identifico. O facto de ter de ser realizado apenas com 1’min obrigou-me a ser selectiva no que queria transmitir, o que acabou por ser positivo pois traduz parte da minha identidade.
Sinopse: Neste vídeo de 1 minuto tentei retratar a minha forma de encarar a vida, o caminho de vida que sigo e pretendo continuar seguir, o que, na minha opinião, evidencia bastante da minha personalidade.
Aspectos positivos: Em termos técnicos, este trabalho trouxe algumas vantagens pois permitiu-me aperfeiçoar os meus conhecimentos sobre ferramentas de vídeo, nomeadamente sobre o Windows Live Movie Maker, bem como beneficiar a minha destreza nas ferramentas informáticas e de vídeo. Por outro lado, a realização deste vídeo provocou também que pensasse um bocadinho sobre mim, sobre o que constaria como tema de vídeo e qual seria a forma mais adequada de realizar o vídeo, para que este me caracterizasse. Explorei a minha personalidade. Aspectos negativos: O principal problema deste vídeo foi a sua duração. Um minuto revelou-se pouco tempo para aquilo que queria fazer e mostrar. Outro dos aspectos negativos foi a opção de conteúdo para o vídeo: primeiro não sabia o que fazer, depois tive várias ideias e não sabia qual escolher e qual achar a mais adequada e interessante.
Reflexão crítica: A própria construção do vídeo permitiu a que pensasse sobre mim e explorasse, propositadamente a minha personalidade e a minha forma de viver. A construção do vídeo, em termos técnicos, revelou-se também enriquecedora. Se, no primeiro impacto, o facto de ter que fazer um vídeo de apenas um minuto me pareceu bastante difícil e, de certa forma, frustrante, depois, no decorrer do trabalho revelou-se positivo. Isto porque permitiu-me ter uma escolha mais selectiva e mais compacta, não deixando, contudo, de focar o fundamental. Consegui, em pouco tempo e com poucos recursos, evidenciar um dos aspectos mais fundamentais da minha vida.
Sinopse (storyline): Este vídeo de um minuto absorve traços que me caracterizam através de várias formas de expressão. Decidi a não recorrer a uma forma objectiva da caracterização da minha identidade mas a uma forma e conteúdo mais criativa e que arranca mais de mim própria.
Aspectos Positivos: A possibilidade que temos para imaginar e idealizar coisas que mesmo não sendo aproveitadas para o projecto final nos enriquecem de material e de experiências (tendencialmente divertidas); A limitação de um minuto é positiva porque nos permite desenvolver a capacidade de decisão e busca em nós a criatividade.
Aspectos Negativos: A não concretização de todas as ideias que vêm da imaginação e o material para as concretizar.
Reflexão Crítica: O podcast para fins educativos deverá ser potencialmente reconhecido por todos aqueles que trabalham na área da educação e da formação. Torna-se uma forma de cada um dos sujeitos explorar as suas capacidades e, acima de tudo, os gostos a nível individual e enriquecerá o trabalho em grupo. É o melhor da tecnologia educativa.
Sipnose: Este podcast pretende dar-me a conhecer um bocadinho melhor através de um “mini” vídeo onde demonstro os meus gostos, passatempos, etc. Assim, e através de um formato integrado nas novas tecnologias, este vídeo resumo aquilo que mais gosto de fazer e as pessoas com quem mais gosto de estar.
Aspectos positivos: Este vídeo permitiu-me conhecer novos programas informáticos e saber tirar o melhor partido dos mesmos. Para além disso, deu-me a possibilidade de “ dar asas” à minha imaginação e poder, através de um formato divertido, explorar um bocadinho o meu “eu”.
Aspectos negativos: Percebi que um minuto é bem mais curto do que aquilo que pressupus para a realização desta actividade pois, gostaria de poder dizer muito mais sobre mim. Pude verificar também que falar de mim ou de nós próprios é uma tarefa difícil e mais complexa uma vez que, também exploramos o nosso ser, o nosso íntimo.
Author: ACR Educação on
terça-feira, 18 de maio de 2010
O filme EPIC 2014, que inicia a sua história em 1989, aponta acontecimentos da era tecnológica desde o surgimento do primeiro protótipo da World Wide Web. Porém, Epic não se limita a relatar factos e, a partir de 2004, especula sobre a evolução das tecnologias até 2015. O que nos mostra é um mundo cada vez mais personalizado em que as informações se adequam totalmente a cada indivíduo proporcionando-lhe, apenas, as informações que lhe interessam particularmente.
O filme “The machine is us” apresenta o potencial da linguagem e da comunicação desde que esta passou do carácter manual ao digital. Na era digital a escrita, a linguagem e a própria comunicação tornaram-se mutáveis e flexíveis. É tão fácil escrever como apagar o que se escreve. É tão fácil ler o que é escrito como ver como foi escrito. Abre-se a janela do Mundo: milhões de informações circulam, organizadas por cada um de nós, em cada click, em cada tag, em cada link. Mas até que ponto se respeita os conceitos básicos de funcionamento da sociedade? Até que ponto reflectimos quando olhamos para esta janela?
Saramago aborda o tema do espírito crítico associado à capacidade de entender o mundo e responder aos desafios que este coloca. No campo das tecnologias, que reflecte de forma repulsiva, o escritor aponta-as como uma “máquina que empurra os cidadãos” e defende que é um perigo para os valores e desenvolvimento consciente das sociedades. Consente-se o enviesando da realidade a ponto de permitir que cada indivíduo se possa isolar dentro de uma realidade própria e conduzir a sociedade ao autismo. Pois, os grupos dominantes veiculam a ideia da despolitização da tecnologia enquanto processo de manipulação do próprio senso comum.